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Garantido na Série A em 2010 com a vitória por 3 a 1 sobre o Juventude, neste sábado, o Atlético colhe os frutos pelo trabalho pensado e desenvolvido a longo prazo. Em ascensão vertiginosa desde 2008, quando foi campeão da Série C, o clube agora recebe o prêmio pelo esforço da diretoria em manter a base do elenco por quatro temporadas. Do grupo atual, treze atletas têm vínculo desde 2006. Destes, oito são titulares.
- Futebol é conjunto, e acho que o grande trunfo das nossas boas campanhas se deve à permanência dos atletas. Admiramos a competência da diretoria de manter uma base durante todo esse tempo. E, para continuarmos assim, manter os jogadores é o primeiro passo – disse Robston.
Se o plantel se manteve, o mesmo não se pode dizer da comissão técnica. Apenas nesta temporada, o Dragão teve três treinadores. Mauro Fernandes, que estava no comando desde a campanha vitoriosa na Série C de 2008, recebeu uma proposta do Vitória e deixou o clube. PC Gusmão assumiu o time, porém foi dispensado após a perda do Campeonato estadual para o Goiás. Fernandes retomou o posto na disputa da Série B, mas foi demitido após uma sequência irregular. Mesmo com a perda de pontos, o treinador deixou a equipe na 3ª posição. Artur Neto assumiu o comando na 28ª rodada e permanece até o momento.
- A saída do Mauro, que estava conosco há quase um ano, foi um baque. Já conhecíamos o Artur, com quem fomos campeões goianos em 2007. Com certeza poderíamos ter ido ainda melhor no campeonato se um desses três treinadores tivesse permanecido o ano inteiro. Até adaptar à estrutura de cada um, é complicado – analisou.
Apontado pelo técnico Dorival Júnior como o melhor jogador da Série B, o volante acredita que o tempo de casa é fundamental para que, além do entrosamento, os jogadores se identifiquem com o clube e a torcida. Capitão do Rubro-Negro em quase um terço do campeonato (enquanto o zagueiro Jairo se recuperava de uma lesão ou cumpria suspensões), o meio-campo acredita que a longa passagem, aliada às características da sua personalidade, fizeram com que ele assumisse a posição de liderança no grupo.
- Tem muitos jogadores identificados com o clube, mas pela minha semelhança com o estilo do Jairo acabei recebendo um voto de confiança. Dentro de campo cobro e falo bastante. Ser capitão de uma equipe que sobe (de divisão) é muito especial – contou o jogador, que tem vínculo até 2013.
Autor de sete gols na campanha de saldo super positivo do Atlético-GO, Robston agradece o reconhecimento dos treinadores adversários, mas faz questão de dividir os méritos da boa fase com os companheiros.
- Foi a melhor temporada da minha carreira, mas é preciso dividir tudo. Nós distribuímos a responsabilidade. São muitos jogadores juntos há muito tempo e, se não fosse isso, o grupo não teria saído vencedor – acredita.
Fonte: O Popular