G1
O filme “Lula, filho do Brasil” (assista ao trailer), que leva aos cinemas a biografia do presidente da república, não poderia ter ocasião mais apropriada para ser lançado, o Festival de Brasília, que começa nesta terça-feira (17). O longa de Fábio Barreto (de “O quatrilho”) terá sessão de gala na cerimônia de abertura da mostra, às 20h, no Teatro Nacional Claudio Santoro, em que a presença do próprio Lula é esperada.
Na 42ª edição do festival, seis longas-metragens inéditos competem pelo Candango de melhor filme: “É proibido fumar”, de Anna Muylaert, “O homem mau dorme bem”, de Geraldo Moraes, e os documentários “Quebradeiras”, de Evaldo Mocarzel, “A falta que me faz”, de Marília Rocha, “Filhos de João, admirável mundo novo baiano”, de Henrique Dantas, “Perdão mister fiel”, de Jorge Oliveira. Também haverá premiação de curtas e médias-metragens.
O evento será encerrado dia 24 com a exibição fora de competição do filme coletivo “Brasília, a última utopia”, assinado por Pedro Anísio, Geraldo Moraes, Vladimir Carvalho, Pedro Jorge de Castro, Moacir de Oliveira e Roberto Pires, que traz seis episódios sobre a paisagem do planalto central.
Ficção
Glória Pires terá uma participação no Festival de Brasília digna do título de musa do evento, pois além de atuar em “Lula, o filho do Brasil”, em que interpreta Dona Lindu, mãe do presidente, a atriz protagoniza a comédia musical “É proibido fumar”, que está na mostra competitiva.
Nesse último, Glória interpreta a professora de música Baby, que se envolve com um músico, vivido pelo Titã Paulo Miklos. Como em seu filme anterior, “Durval discos”, a diretora Anna Muylaert coloca a trilha sonora no centro da trama e aposta em referências pop. O elenco também traz Marisa Orth, a cantora Pitty e o quadrinista Lourenço Mutarelli (de “O cheiro do ralo”).
As referências pop também estão presentes no outra produção de ficção que marca presença na mostra competitiva deste ano, “O homem mau dorme bem”. A trama, que marca a estreia de Geraldo Moraes na direção de longas, traz o encontro de três almas perdidas em um posto de gasolina de beira de estrada: a proprietária do local, um vendedor de CDs e DVDs piratas e um borracheiro que não dorme há três anos.
Documentários
Mas são os documentários que dominam a competição do 42º Festival de Brasília. Destaca-se o novo filme de Evaldo Mocarzel (de “Á margem do concreto” e “Do luto à luta”), “Quebradeiras”, que revela o dia a dia das quebradeiras de coco de babaçu da região do Bico do Papagaio, entre o Maranhão, Tocantins e Pará.
Também há “Filhos de João, admirável mundo novo baiano”, que retrata o grupo Novos Baianos no contexto da MPB das décadas de 60 e 70, “A falta que me faz”, que mostra a vida de quatro adolescentes na Serra do Espinhaço, em Minas, e “Perdão Mister Fiel”, sobre a morte sob tortura do operário comunista Manoel Fiel Filho nos anos 70.
Fonte: O Popular