G1
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou nesta sexta-feira (13) que o Brasil assumirá um compromisso voluntário de reduzir a taxa de crescimento de suas emissões de gás-estufa em 35% a 40% até 2020. Ele deu a declaração, exclusiva, ao G1, ao chegar a São Paulo, vindo do Rio de Janeiro. O ministro afirmou que "acredita" que a taxa será de 38%.
Minc participa nesta tarde, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, do anúncio do número que o país apresentará na Conferência do Clima, em Copenhague.
Sem medo de se enganar, Minc afirma que o anúncio após a reunião será de um número "mais próximo de 40%." "Acredito em 38%", disse o Ministro.
A reunião para oficializar como o Brasil pretende contribuir para frear o aquecimento global será no escritório da Presidência da República na Avenida Paulista.
Apesar de a chefia da delegação brasileira na conferência sobre o clima ter ficado à cargo da ministra-chefe da Casa Civi, Dilma Rousseff, Minc nega que exista uma disputa interna no governo. "Minha aposta é que o presidente Lula vai à Copenhague", disse o ministro. "E se não fosse a ministra a chefiar, seria o Celso Amorim (ministro das Relações Exteriores)."
"Não disputo com a ministra Dilma, que é candidata à Presidência", disse. "Eu sou candidato a deputado estadual."
Segundo o Minc, o Ministério do Meio Ambiente está mais próximo dos outros setores do governo e revela uma mudança no perfil da ministra-chefe da Casa Civil. "A ministra Dilma está mais verde", afirmou.
Os gases que mobilizam governos, cientistas e ambientalistas são responsáveis por um efeito de aquecimento anormal da temperatura do planeta. Especialistas chegaram a um consenso de que, caso as emissões não sejam controladas e reduzidas, efeitos como maior incidência de secas, derretimento de geleiras, aumento do nível do mar e até intensificação de surtos epidemiológicos, sairão do controle ainda neste século.
Sobre a demora do governo em assumir uma meta voluntária, Minc afirmou que o "governo estava dividido" e que setores da indústria também não se sentiram confiantes no compromisso assumido pelo Brasil. "Tive reuniões com os presidentes das centrais sindicais mostrando que eles não seriam prejudicados. É um mito que a eficiência energética tira empregos dos trabalhadores", disse.
Comparações
Para o ministro do Meio Ambiente, o anúncio da Política Estadual de Mudanças Climáticas, do governo do Estado de São Paulo, é uma boa notícia e mesmo as cobranças e comparações do governador José Serra com a meta nacional não são um problema. "Eu saúdo o plano de São Paulo", disse. "Agora, todo mundo quer ser mais verde do que o outro. Eu acho isso ótimo."
Fonte: O Popular