G1
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, renovou nesta quinta-feira (12) as sanções econômicas do seu país contra o Irã. Obama notificou o Congresso de que as medidas já aplicadas serão mantidas por mais um ano, alegando que as relações entre os dois países "ainda não voltaram ao normal".
O presidente norte-americano alega que tenta melhorar as relações diplomáticas entre os dois países, mas a aproximação tem sido travada por conta do programa nuclear iraniano.
Brasil
Os EUA esperam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva peça a seu colega iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, que responda à oferta da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para que enriquecer urânio fora do Irã.
Lula receberá Ahmadinejad no Brasil no próximo dia 23. Para o governo americano, o chefe de Estado brasileiro deveria aproveitar a oportunidade para lembrar o Irã de suas obrigações internacionais em matéria nuclear, destacou o porta-voz do Departamento de Estado americano, Ian Kelly.
"Esperaríamos que, em qualquer reunião bilateral com Ahmadinejad, as autoridades brasileiras destacassem a importância de o Irã cumprir suas obrigações internacionais e entregar à AIEA uma resposta sobre esta proposta de enriquecer urânio fora" do país, afirmou o funcionário em sua entrevista coletiva diária.
No último sábado, o presidente da Comissão de Segurança Nacional e Assuntos Exteriores do Parlamento iraniano, Alaedin Boroujerdi, anunciou que o Irã descartou a hipótese de entregar seu urânio para ser processado no exterior. Teerã, no entanto, não deu uma resposta oficial e formal à proposta internacional.
Os EUA também esperam que Lula converse com Ahmadinejad sobre o caso dos três americanos detidos no Irã.
No começo da semana, Teerã acusou de espionagem os americanos Shane Bauer, Sarah Shourd e Josh Fattal, detidos em julho quando cruzaram a fronteira iraniana enquanto caminhavam pelas divisas do Curdistão iraquiano.
O Governo dos EUA insiste na inocência e na libertação imediata do trio, que, se considerado culpado, poderá ser condenado à morte.
Fonte: O Popular