Jornal Hoje
Se você provar que sabe conviver em grupo, você tem boas chances de conquistar uma vaga de emprego. Porque, veja só: uma pesquisa revelou que o brasileiro tende a ser individualista no trabalho.
Por isso o quadro Mercado de Trabalho investiu na reportagem sobre como se sair bem na hora de trabalhar em equipe.
Qual o maior desafio de se trabalhar em grupo? ”É colocar aquelas pessoas que não gostam de trabalhar em equipe no mesmo astral, energia de quem gosta”, respondeu Valeria Barbosa, diretora de atendimento.
Você, provavelmente, já deve ter passado por isso. Acontece desde os tempos do colégio. Em um trabalho em equipe, sempre tem uma pessoa que acaba encostando nos outros, não fazendo nada.
Pesquisadores alemães estudaram grupos que realizam trabalho em empresas e identificaram esse tipo de comportamento. Chamaram de fenômeno da folga social. É bem mais comum do que se pensa e mais frequente em equipes com nove ou mais pessoas.
“Às vezes o esforço para participar é tão grande que algumas pessoas preferem não participar e não contribuem. O desempenho individual acaba sendo menor quando você está em grupo. E por isso que tem a folga social. As pessoas não contribuem como deveriam e só alguns é que decidem o que está sendo discutido”, disse Fabrício de Moura, especialista em desenvolvimento humano.
As pessoas que têm mais aptidão para trabalhar em equipe são as comunicativas, que ouvem mais do que falam, que levantam alternativas e que sabem dar retorno do que está sendo feito.
Quem precisa trabalhar melhor para conseguir trabalhar em grupo são as pessoas individualistas, inseguras, muito competitivas e extramente tímidas.
Para melhorar o rendimento dos funcionários e dos negócios, olha esse exemplo que o JH encontrou em Fortaleza.
Na empresa, todo o mês os funcionários são levados para o auditório. Eles participam de cursos e treinamentos para aprender a trabalhar em grupo. Além de assistir às aulas, chegam a fazer imersão e visitam outras empresas. É como se fosse uma escola de líderes.
E todos têm uma missão: ler um livro por mês, todos relacionados ao dia a dia no trabalho. São assuntos que envolvem administração, filosofia e ética.
Mas, afinal, qual é a quantidade ideal de pessoas em uma equipe? Segundo os especialistas, entre cinco e sete. Ah! E sempre tem que ser um número ímpar porque se tiver uma votação, não há empate.
Também é importante, dentro de uma equipe, haver um líder. Ele tem que conquistar o respeito de todos, oferecer segurança, saber ouvir e identificar as características de cada um, e neutralizar os pontos fracos que não contribuem para o andamento do grupo.
“O desafio é conseguir montar equipes que sejam heterogêneas, com perfis diferentes. Dar a essas pessoas trabalhos que tenha relação com os perfis dessas pessoas. Tem que ter opinião. Saber defender as opiniões dela. Mas ao mesmo tempo um outro lado que é ter generosidade, que às vezes sua opinião vai se diluir no meio de opiniões de um monte de gente e vai virar uma outra coisa. Não pode defender só sua ideia. Tem que ser generosa para aquilo misturar com a ideia do outro”, esclareceu Eduardo Lorenzi, diretor de planejamento.
Na hora de formar uma equipe, tem que ter equilíbrio. Nem todos tão iguais.
O bom é ter três tipos no grupo:
- O especialista, aquele que domina bem a parte técnica;
- O solucionador de problemas, que é o funcionário que sabe tomar decisões;
- E o diplomata, uma pessoa que tem a capacidade de ouvir, dar retorno, negociar e gerenciar conflitos e posições.
“Eu gosto de trabalhar em equipe. O trabalho rende melhor quando você está trabalhando em grupo”, fala Valeria.
Fonte: O Popular